Objetivo

O objetivo do Congresso será apresentar o estado da arte dos veículos elétricos e de seus componentes. O Evento irá analisar as vantagens, oportunidades, ameaças e dificuldades para desenvolver no Brasil, o uso dessa forma eficiente e menos poluente de acionamento.

 

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Histórico 

No início do século XX, cerca de um terço dos carros eram acionados por motores elétricos. A partir de então, o emprego desses veículos ficou restrito a uns poucos nichos e o padrão passou a ser o motor de combustão interna (m.c.i.), que se mostrou mais prático, de abastecimento mais rápido e que proporcionava mais autonomia que o veículo elétrico (VE). 

Apesar do aperfeiçoamento dos sistemas de acionamento baseados em m.c.i., ao longo de mais de cem anos, no final do século XX, esses veículos tinham uma eficiência muito abaixo da teoricamente possível e eram os principais responsáveis pela poluição ambiental urbana e pela emissão de gases de efeito estufa. A preocupação, sobretudo com as questões ambientais, levou os governos de diversos países a incentivar o uso de veículos mais limpos e eficientes.

Foram desenvolvidas diversas tecnologias com ênfase naquelas baseadas no acionamento elétrico. Inicialmente o acionamento elétrico-híbrido (VE em que a energia elétrica é gerada a bordo), lançado comercialmente no Japão em 1997, ganhou destaque. 

Harmonizando as boas propriedades do motor elétrico e do m.c.i., esses carros consomem de 30 a 40% menos combustível que os convencionais equivalentes e poluem muito menos. Hoje circulam no mundo mais de 4 milhões desses veículos, número que no Japão, já representa mais de 10% das vendas de novos carros. 

Foram lançados também os VE a bateria (carregada a partir da rede elétrica) com conceitos modernos de controles. Tiveram uma evolução menos dinâmica, pois a tecnologia das baterias na época ainda era incompatível com as necessidades de muitos usuários. 

Todavia, investimentos importantes em P&D vêm apresentando resultados positivos, com a redução de peso e preço, aumento da capacidade de carga e da vida útil. Como conseqüência, muitos novos modelos estão sendo lançados no mercado.

O Instituto Nacional de Eficiência Energética – INEE, tendo em vista os saltos de eficiência viabilizados pelos VE, tomou diversas iniciativas para divulgar e debater o tema no Brasil, dentre elas, a realização de exposições e eventos sobre os VE. Neste contexto, o 9º Salão Latino Americano de 2013 é uma dessas iniciativas. O uso dos VE no Brasil, onde mais de metade da energia do petróleo é usada para transportes e a geração elétrica tem pequena dependência dos combustíveis fósseis é uma questão de bom senso. 

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico – ABVE vem também prestigiando esses eventos desde 2006, quando foi criada, coadjuvando o INEE nessa matéria.

Essas iniciativas também têm contribuído para alertar autoridades e especialistas para a necessidade de modernizar as legislações fiscais e automotivas que foram concebidas supondo que o acionamento veicular fosse, necessariamente, ser feito por m.c.i. .